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domingo, abril 26, 2015

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Consertando e ajustando pastilhas de wattímetro Bird

"Para aqueles que acham que este instrumento é incorruptível", é bom saber que os wattímetros Bird usam elementos removíveis, chamamos de "pastilhas", que servem tanto para definir a faixa frequência quanto a potência do medidor, e estas, são "ajustáveis, corruptíveis", como a grande maioria dos instrumentos.
Os produtos Bird foram elaborados para uso militar, eles "sobram" (sobrar no sentido de ser melhor que o esperado) em diversos quesitos, como durabilidade, resistência. São produtos de extrema qualidade nesse sentido, por outro lado, estamos em 2017, e o projeto é muito antigo e arcaico, goste você ou não.

Radioamadores sintonizam transmissores e amplificadores lineares com wattímetros, e medem a energia da frequência de saída no cabo coaxial que leva à antena, ou mesmo na carga fantasma. "O wattímetro é ajustado na rolha/pastilha" para atender uma faixa de frequência particular e é escolhido de acordo com a potência do transmissor; é um elemento "plugável" e substituível que é instalado facilmente no painel frontal da unidade. Uma seleção de pastilhas que cobrem várias faixas de frequência e saídas de potência representam um investimento substancial em relação ao custo do próprio instrumento, e embora nem todos os defeitos em uma pastilha possam ser consertados pelo usuário, a opção de reparar certos tipos de falhas, como um diodo ou resistores queimados pode lhe fazer economizar um bom dinheiro em vez de fazer uma reposição. O lado feio "da coisa" é quando um técnico corrompe uma unidade com a finalidade de fazer com que transceptores aparentem ter mais potência do que têm.
Em caso de dúvidas, compare a potência de seu transceptor utilizando um Monitor de Serviço; não é uma discussão sobre opinião, nós confrontamos as informações a partir de paradigmas epistemológicos, e não sobre o que fulano ou beltrano acha. O que o outro acha é problema dele, eu leio "instrumentos."

Instruções de como reparar a pastilha do Bird 43

1
Remova o rótulo de metal fixado na parte da frente da pastilha para revelar a cabeça do parafuso. Se dois rebites protegendo o rótulo estiverem visíveis, eles podem ser erguidos para fora com uma chave de fenda pequena. Se o rótulo estiver colado na pastilha, remova-o invertendo a pastilha e mergulhando somente o rótulo em um solvente comercial para remover o adesivo e rótulo. De maneira alternativa, o rótulo de metal pode ser aterrado usando um serra rotatória manual com um rebolo abrasivo.

2
Localize o furo de acesso de 0,125 cm do ajuste do parafuso do trimpot quando o rótulo de metal for removido. Plugue a pastilha no vatímetro Bird e tente ajustar o trimpot para uma leitura apropriada do multímetro. Se os resultados forem instáveis, a substituição do trimpot pode ser necessária, removendo a solda do trimpot original e instalando uma nova unidade para valores de ohm iguais. Se um ajuste simples do trimpot parece corrigir o problema e produzir resultados estáveis, remonte a unidade.

3
Desparafuse a capa grande e remova a placa de cobertura. Dobre os cabos do trimpot para removê-lo ou dessoldá-lo. Remova a peça da fita isolante abaixo do trimpot.

4
Remova os dois parafusos pequenos debaixo da fita isolante que protege a capa de isolante de plástico preta.

5
Remova a capa isolante de plástico preta que monta o modulo eletrônico dentro do corpo da pastilha.

6
Procure quaisquer fios soltos ou componentes quebrados que possam causar curtos-circuitos nas pastilhas eletrônicas.

7
Verifique o diodo usando um ohmímetro. Substitua por um componente idêntico, caso necessário. Examine o resistor simples instalado e o capacitor para certificar-se de que não estão queimados e, caso necessário, substitua-os. Reaqueça as varias ligações soldadas para consertar quaisquer conexões intermitentes (soldas frias).

8
Remonte a pastilha na ordem reversa de desmontagem. Observe o alinhamento correto do pino de orientação quando substituir os módulos eletrônicos - ele deve ser instalado dentro do corpo da pastilha em uma orientação particular. Certifique-se de substituir o pedaço de fita isolante debaixo dos cabos do trimpot. Não recoloque o rótulo de metal na cabeça da pastilha até o teste ter sido completado.

9
Teste a pastilha no vatímetro e tente calibrá-lo girando o parafuso de ajuste do trimpot. Se os resultados forem satisfatórios, instale o rótulo de metal e encaixe os dois rebites no lugar ou cole outra vez o rótulo se assim estava.

e você achando que ele era o melhor

10
Compre uma nova pastilha caso a que tenha sido consertada não possa ser calibrada, ou estiver instável.

Escrito por Gus Stephens

http://www.repeater-builder.com/projects/bird-element-tour/bird-element-tour.html

(Adendo meu: Desconheço forma de corromper o wattímetro LP-100A, e sendo digital, top de linha, reconheço-o como o melhor que há no mercado, além de ser mais que o dobro do preço de um Bird.)
((•)) Ouça este post

4 comentários:

Eduardo Pinetti disse...

O Bird 43 é famoso por ter sido muito usado pelas Forças Armadas americanas nos períodos das 2 últimas guerras como material de campo devido à sua robustez, mas fora o saudosismo está longe de ser o melhor. A própria Bird Rf tem produtos melhores e mais atualizados. Sem dúvida o LP100 e o magnífico LP500 são muito melhores e precisos do que o saudoso Bird "capelinha".

André Luiz disse...

Nunca concordei com o Bird ser "o melhor", sendo que o ajuste desse wattímetro "de fábrica" se dá segundo a lógica matemática do consumo, lógica essa que já caiu por terra a anos. Na atualidade, com os novos transistores, essa matemática cai por terra de cabeça, porque esses novos transistores (que não foram desenvolvidos para PX mas são aproveitados nos rádios) consomem bem menos e entregam potências muito elevadas com menos da metade do consumo.

Eduardo Pinetti disse...

Pra melhorar o Bird tem que instalar o kit Peak que usa duas baterias de 9V e acrescenta 178 dolares ao preço do wattimetro que já custa quase 350 dólares com 1 pastilha. Não tem lógica, compra um LP100 que é o até mais barato e melhor.

André Luiz disse...

Melhora sim, mas ele continua lento nas medidas AVG. Prefiro o MFJ ou DOSY para "medidas burras". O MFJ tem leitura Hold, isso ajuda pacas, porque permite saber a poência do equipamento de acordo com a corrente de saída e a correção do mesmo

Sem instrumentos, não adianta!

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→ TVi ↓

TVi é um dos problemas mais sérios que o radio-operador pode sofrer. Pensando nisso, aqui vai algumas dicas seguras sobre como evitar este problema.

1º Cabo: Tem gente que acha que é só soldar o fio no conector e está tudo certo. Ledo engano!

Antes de soldar o conector, certifique-se que a malha esteja totalmente prateada, brilhando. Caso não esteja, substitua o cabo, ele está oxidado. "É a ação do tempo".

2º Conector: Verifique a qualidade do conector no ato da compra, e caso seu conector esteja a anos sendo utilizado (ou guardado), passe uma lixa fina por dentro no local onde encaixa a malha. Não deve haver nenhum tipo de sujeira ou sinal de oxidação.

3º Conector fêmea do rádio: Utilize uma chave de estria tamanho 19 e aperte a porca. Mal contato é um problema sério. Verifique a solda interna após o reaperto.

4º Não utilize antena tipo 5/8 caseira entre prédios e condomínios que estejam em locais mais altos que sua estação à distâncias menores de 10 metros. Lembre-se que a antena 5/8 irradia em ângulo reto, e a antena de tv do vizinho pode ser aquele famoso "bombrill".

Escolha sempre antena 5/8 industrial. Se for caseira utilize 1/4 de onda, pois seu lóbulo de irradiação aponta a ionosfera, ao invés do horizonte, como no caso da 5/8.

5º Não abra o ALC do equipamento. O ALC libera espúrios. Ao abrir potência do equipamento mantenha a proteção ALC. Da mesma forma que fazemos em nosso laboratório. Isso é imprescindível. Abrir ou aumentar potência não tem nada a ver com liberar ALC. Isso é para incompetentes e palitadores. Se abrir a potência do equipamento lembre-se de deixar o ALC atuando.

6º Estacionária: Nunca se esqueça que estacionária baixa não tem nada a ver com ressonância. A antena pode estar com roe ótima em determinado local, mas ressonar lá na casa do...

7º Identificar o "plano terra": Plano terra não tem nada a ver com antena plano terra. Você deve saber onde é o plano terra de sua estação, e o mesmo não tem nada a ver com o solo. Descobrindo o plano terra, a partir dele você saberá qual é a altura ideal para sua antena. Respeitando esta regra, além do rendimento otimizado de sua Estação, jamais correrá riscos de TVi. Dúvidas?

Consulte-nos.

→ Power RF Aprenda ↓

Como saber a potência correta sem ser enganado?

Primeiro, pesquise sobre o DATASHEET do transistor do seu rádio, leia a respeito, verifique a potência máxima levando em consideração a voltagem do transistor. A base de cálculo é a fonte de alimentação, então o parâmetro é 13,8 volts.

Se apresenta 8A de consumo em amperímetro digital "com congelamento de pico máximo", basta multiplicar 13,8v por 8A e o resultado dividir por 2.66, eis a potência correta, que são 41,5 watts de envelope - PEP. Em miúdos, no assovio tem que dar 41,5 watts, e na modulação 60% por conta do péssimo modulador original, então restam quase 25 watts de modulação real. Viu porque não adianta palitar? Girar ou abrir posição de trimpot apenas gera mais calor, e calor é igual a perda. Quanto mais se aquece o transistor, mais fecha a entrada de gate quando aquecido, e por isso você precisa alterar alguns componentes na saída, porque eles impedem o rendimento da potência final (isso só serve para rádios PX).

Um rádio na atualidade - 2015 - original apresenta 20w PEP SSB em média, então você tem 13,8v X 4A de consumo, que é = 55.2w Dividido por 2.66 = 20,75w efetivos. Ou seja, fonte de 5A para esse rádio original toca com folga.

Rádios com upgrade apresentam consumo entre 12A e 16A "em média" para mais, então você tem 13,8v X 12A = 165,6W em calor (em perda) divididos por 2,66 = +- 60w que representa o % aproveitável, e em média máxima "para 13,8v". Com voltagens DC to DC na alimentação, essa potência pode ultrapassar os 100 watts aproveitáveis, mas não há área de dissipação, então não recomendo. A bem da verdade, eu literalmente pago para ver alguém conseguir reproduzir o sistema que patenteamos, DC to DC.

Se utilizar bateria de 12v, o consumo em amperagem é maior. Quanto maior a voltagem, menor consumo em amperagem, quanto menor voltagem, maior consumo em amperagem.

By: Lei de Ohm.

Medições fora deste parâmetro são equivocadas.

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→ Dica de Segurança

A vantagem do Rádio na estrada, além da possibilidade de fazer grandes amigos, é saber o que está acontecendo lá na frente. Um possível deslizamento, bloqueio de pista, uma possível blitz falsa, assaltos, áreas perigosas, carros suspeitos e acidentes. Na verdade, o operador da Faixa do Cidadão precisa de muita malícia, porque em todo lugar haverá maldade e oportunismo. Já houve caso de amigo que quase foi morto em emboscada armada através de convites feitos na própria faixa. Pessoas que se passaram por radio-operadsores o chamaram para tomar um café e o mesmo foi, sem maldade nenhuma, mas estavam na verdade de olho em sua carga de remédios, relata João, Estação Cachorro Louco (Juiz de Fora MG). Portanto amigos, é possível sim fazer do rádio um ambiente saudável e seguro, basta denunciar quaisquer irregularidades e ficar atentos a desvios de conduta. Aproveite e faça sua parte, seja cordeal, e não se misture com radio-operadores que desrespeitam a faixa utilizado linguajar de baixo calão. Em caso de problemas, procure um posto da Polícia Rodoviária Estadual/Federal.

Oferecimento:

PXJF YOUTUBEadio.com.br

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