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domingo, julho 07, 2013

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Carga Fantasma e suas aplicações

Este acessório é muito importante.
Trata-se de uma resistência de 50 Ohms não indutiva, com a dissipação adequada, e "uma das aplicações" é substituir a antena durante o teste de seu sistema irradiante. Por exemplo, retirando-se a antena e colocando-se a carga simulada de 50 Ohms, se o restante do sistema irradiante estiver perfeito, o medidor de ondas estacionárias instalado logo na saída do transmissor deverá indicar um valor MÁXIMO de 1, ou seja, você pode fazer dois testes interessantes a partir desta ideia.
1º verificar a quantidade de perda de potência no cabo.
Aplica-se, por exemplo, 10 watts na saída do rádio, mede-se 10 watts imediatamente na saída do rádio + carga não irradiante para verificar se os 10 watts estão precisos. Tira-se o wattímetro imediatamente da saída do rádio e coloca-se no final do cabo junto com a carga não irradiante.
Ligação:
RádioCaboWattímetro → Carga não irradiante. Se os 10 watts chegam íntegros na outra extremidade do cabo, a perda  é zero. Se chegam 8 watts por exemplo, a perda é 20%. Troca-se o cabo - escolha cabo com 98% de malha para medidas acima de 25 metros-, ou por um de melhor qualidade RG/RGC213, ou por novo cabo RG58, no caso de cabos com mais de 5 anos de uso.
Sáiba que 10 watts com 2 watts de perda pode não ser nada, mas 1000 watts com 20% de perda são 200 watts. Nem discuta, troque, e se for aplicar potência, use RG213.
Este teste é indispensável para testar cabos com mais de 5 anos de uso, mas nada impede que cabos com 2 anos apresentem problemas, então a verificação pode, e deve, ser anual, por medida de segurança.

2º verificar a estacionária "do cabo".
Algumas marcas de cabos comercializados não possuem a quantidade mínima de malha necessária - menos de 60% -, e como não são todas as pessoas que dispõe de laboratório para testes e ensaios, ou mesmo analisador de antenas, o procedimento a seguir é o mais próximo do ideal, portanto, execute o teste.
Ligação:
RádioCaboWattímetro → Carga Fantasma.
Resultado TEM QUE SER SWR = 1, acima, substitua o cabo. Caso esteja tendo problema de retorno de RF, no "pé da antena", dê 5 voltas no cabo enrolando ele na palma de sua mão, depois prenda o círculo formado com abraçadeiras plásticas. Este procedimento equivale-se a um simples baloon, ou chôque, evitando que o cabo transmita junto com a antena a partir do rádio. A transmissão se dará a partir do chôque, ou, após o chôque, apenas a antena irá transmitir. O chôque impede o retorno de RF.
Lembrando que no caso do RG ou RGC213 não há necessidade deste procedimento.
Essas dicas são extremamente necessárias para quem trabalha no ramo de instalação de antenas e manutenção.
Clubes de PX, Associações, Agremiações, Grupos de Escoteiros, etc... é importante possuir este acessório e saber utilizá-lo quando necessário, ou mesmo em situações de emergência para montar uma Estação provisória com 100% de aproveitamento.
Carga fantasma em laboratório para ajuste ou alinhamento do transceptor é mais importante que qualquer outro instrumento ou acessório, portanto, não há como ter Estação ou laboratório e não possuir ao menos uma carga fantasma, mesmo que para uso ocasional, da mesma forma o wattímetro, voce pode usá-lo constantemente ou ocasionalmente. 
Lembre-se da perda. Qualquer instrumento ligado imediatamente entre a antena e o rádio causa perda, mesmo que mínima.
Existem muitas outras aplicações para Carga Fantasma, mas escolhi essas por conta de serem mais utilizadas.
73s
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Um comentário:

Anônimo disse...

Não sabia q poodia faze esse steste com a antena fantasma e o medidor. valeu

bozó Salvador Bahia

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TVi é um dos problemas mais sérios que o radio-operador pode sofrer. Pensando nisso, aqui vai algumas dicas seguras sobre como evitar este problema.

1º Cabo: Tem gente que acha que é só soldar o fio no conector e está tudo certo. Ledo engano!

Antes de soldar o conector, certifique-se que a malha esteja totalmente prateada, brilhando. Caso não esteja, substitua o cabo, ele está oxidado. "É a ação do tempo".

2º Conector: Verifique a qualidade do conector no ato da compra, e caso seu conector esteja a anos sendo utilizado (ou guardado), passe uma lixa fina por dentro no local onde encaixa a malha. Não deve haver nenhum tipo de sujeira ou sinal de oxidação.

3º Conector fêmea do rádio: Utilize uma chave de estria tamanho 19 e aperte a porca. Mal contato é um problema sério. Verifique a solda interna após o reaperto.

4º Não utilize antena tipo 5/8 caseira entre prédios e condomínios que estejam em locais mais altos que sua estação à distâncias menores de 10 metros. Lembre-se que a antena 5/8 irradia em ângulo reto, e a antena de tv do vizinho pode ser aquele famoso "bombrill".

Escolha sempre antena 5/8 industrial. Se for caseira utilize 1/4 de onda, pois seu lóbulo de irradiação aponta a ionosfera, ao invés do horizonte, como no caso da 5/8.

5º Não abra o ALC do equipamento. O ALC libera espúrios. Ao abrir potência do equipamento mantenha a proteção ALC. Da mesma forma que fazemos em nosso laboratório. Isso é imprescindível. Abrir ou aumentar potência não tem nada a ver com liberar ALC. Isso é para incompetentes e palitadores. Se abrir a potência do equipamento lembre-se de deixar o ALC atuando.

6º Estacionária: Nunca se esqueça que estacionária baixa não tem nada a ver com ressonância. A antena pode estar com roe ótima em determinado local, mas ressonar lá na casa do...

7º Identificar o "plano terra": Plano terra não tem nada a ver com antena plano terra. Você deve saber onde é o plano terra de sua estação, e o mesmo não tem nada a ver com o solo. Descobrindo o plano terra, a partir dele você saberá qual é a altura ideal para sua antena. Respeitando esta regra, além do rendimento otimizado de sua Estação, jamais correrá riscos de TVi. Dúvidas?

Consulte-nos.

→ Power RF Aprenda ↓

Como saber a potência correta sem ser enganado?

Primeiro, pesquise sobre o DATASHEET do transistor do seu rádio, leia a respeito, verifique a potência máxima levando em consideração a voltagem do transistor. A base de cálculo é a fonte de alimentação, então o parâmetro é 13,8 volts.

Se apresenta 8A de consumo em amperímetro digital "com congelamento de pico máximo", basta multiplicar 13,8v por 8A e o resultado dividir por 2.66, eis a potência correta, que são 41,5 watts de envelope - PEP. Em miúdos, no assovio tem que dar 41,5 watts, e na modulação 60% por conta do péssimo modulador original, então restam quase 25 watts de modulação real. Viu porque não adianta palitar? Girar ou abrir posição de trimpot apenas gera mais calor, e calor é igual a perda. Quanto mais se aquece o transistor, mais fecha a entrada de gate quando aquecido, e por isso você precisa alterar alguns componentes na saída, porque eles impedem o rendimento da potência final (isso só serve para rádios PX).

Um rádio na atualidade - 2015 - original apresenta 20w PEP SSB em média, então você tem 13,8v X 4A de consumo, que é = 55.2w Dividido por 2.66 = 20,75w efetivos. Ou seja, fonte de 5A para esse rádio original toca com folga.

Rádios com upgrade apresentam consumo entre 12A e 16A "em média" para mais, então você tem 13,8v X 12A = 165,6W em calor (em perda) divididos por 2,66 = +- 60w que representa o % aproveitável, e em média máxima "para 13,8v". Com voltagens DC to DC na alimentação, essa potência pode ultrapassar os 100 watts aproveitáveis, mas não há área de dissipação, então não recomendo. A bem da verdade, eu literalmente pago para ver alguém conseguir reproduzir o sistema que patenteamos, DC to DC.

Se utilizar bateria de 12v, o consumo em amperagem é maior. Quanto maior a voltagem, menor consumo em amperagem, quanto menor voltagem, maior consumo em amperagem.

By: Lei de Ohm.

Medições fora deste parâmetro são equivocadas.

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→ Dica de Segurança

A vantagem do Rádio na estrada, além da possibilidade de fazer grandes amigos, é saber o que está acontecendo lá na frente. Um possível deslizamento, bloqueio de pista, uma possível blitz falsa, assaltos, áreas perigosas, carros suspeitos e acidentes. Na verdade, o operador da Faixa do Cidadão precisa de muita malícia, porque em todo lugar haverá maldade e oportunismo. Já houve caso de amigo que quase foi morto em emboscada armada através de convites feitos na própria faixa. Pessoas que se passaram por radio-operadsores o chamaram para tomar um café e o mesmo foi, sem maldade nenhuma, mas estavam na verdade de olho em sua carga de remédios, relata João, Estação Cachorro Louco (Juiz de Fora MG). Portanto amigos, é possível sim fazer do rádio um ambiente saudável e seguro, basta denunciar quaisquer irregularidades e ficar atentos a desvios de conduta. Aproveite e faça sua parte, seja cordeal, e não se misture com radio-operadores que desrespeitam a faixa utilizado linguajar de baixo calão. Em caso de problemas, procure um posto da Polícia Rodoviária Estadual/Federal.

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